[2017] Há 10, 20, 30 e 40 Anos…

Como fiz ano passado, resolvi escrever esse texto sobre filmes e games do passado. Estamos em 2017 e assim vamos ver o que rolou em 2007, 1997 e 1987, quando o assunto é cinema e videogames. No quesito cinema, resolvei separar 2 filmes pra cada ano, um representando algo que deu certo e o outro que foi um tiro no pé. Pra games também selecionei 2 games, mas ambos de sucesso e que geraram franquias enormes, muitas até hoje ganhando novos jogos. E indo mais ao longe dos anos, 40 anos atrás, coloquei 2 menções do ano 1977, porque esse ano foi crucial tanto pra filmes, como para os games como o conhecemos.

Há 10 anos, em 2007…

Nos Cinemas (Sucesso):

Ratatouille

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Considero Ratatouille o melhor filme da Disney-Pixar, e isso não é pouca coisa no estúdio responsável por Toy Story, Procurando Nemo, Wall-e, Up, Os Incríveis, Monstros S.A. e outros. Então, estou dizendo que seja minha filme-animação preferido de todos os tempos, simplesmente. A história do ratinho cozinheiro e que faz tudo pra poder exercer seu ofício é muito envolvente, e com uma conclusão emociante. E o filme rola em Paris, e isso já garante também imagens incríveis da cidade-luz.

Nos Cinemas  (Fracasso):

Homem Aranha 3

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O que houve aqui? O que aconteceu com o Sam Raimi? Depois de 2 filmes tão especiais do Homem Aranha (o segundo, com certeza, é um dos melhores filmes baseados em HQ de todos tempos), ele entrega esse terceiro filme, que o mínimo que se pode dizer é que é ‘equivocado’. Só posso creditar isso a fãs ou produtores que insistiram pro diretor colocar um personagem que ele não sabia ou não queria lidar (Venom), e assim ‘deu ruim’ no filme todo. Pouca coisa ou quase nada se salva aqui. Triste final de trilogia e o personagem só se recuperou hoje, 10 anos depois, com seu primeiro-filme solo na Marvel Studios.

Nos Games:

Assassin’s Creed

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Apesar de ser  até recente com 10 anos, Assassin’s Creed já ganhou diversos títulos. A série teve uma aceitação enorme no segundo game, Assassin’s Creed II de 2009, ainda hoje considerado o melhor da série. Infelizmente, perdeu o gás nos últimos anos, porque Ubisoft desgastou lançando um game atrás de outro, e porque o primeiro game da nova geração, Assassin’s Creed Unity, teve um lançamento desastroso com vários defeitos e bugs no game, o que deixou os fãs irritados.  O último foi Assassin’s Creed Syndicate de 2015 (que eu simplesmente adorei), mas já temos anunciado Assassin’s Creed Origins, que depois de 2 anos de descanso, vai tentar levantar a moral da série de novo. Aguardemos.

Super Mario Galaxy

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Incrível que Mario mesmo com tanto tempo de vida, ainda consegue trazer games mágicos como esse Super Mario Galaxy do Wii (e sua sequel é ainda melhor). Houve toda uma reimaginação de físicas, com ele caminhando entre planetas, e também o bom uso do wiimote. E graficamente, a direção de arte faz como que se o Wii fosse compatível com vgs HD da época. Enfim, mais um game obrigatório do bigodudo.

Há 20 anos, em 1997…

Nos Cinemas (Sucesso):

Titanic

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Reconheço que não sou um grande fã ou grande admirador de Titanic. Gosto do filme, assistível, acho eficiente pro que se propõe, e só. Mas não posso deixar de dizer que até sei porque fez o estouro que fez. Dá pra saber porque o público ficou tão exaltado por ele. O filme soube o que fazer pra agradar todos os públicos. Titanic traz um bom registro histórico, um romance que envolve os mais apaixonados, e efeitos especiais que ajudam a mostrar bem o drama vivido no desastre ocorrido. Tudo bem realizado (afinal, o James Cameron é um senhor diretor). Ou seja, conseguiu agradar todo mundo. Uns mais, outros menos, mas uma grande massa aprovando (a bilheteria que teve meio que demonstra isso).

Nos Cinemas (Fracasso):

Batman & Robin

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Sou daqueles que até gostou do Batman Eternamente, filme anterior da série, dirigido também por Joel Schumacher. Não o acho terrível como muitos o acham. Minha questão talvez seja que ele não fica tão abaixo aos do Batman do Tim Burton (acho ele melhor que o Batman de 1989, por exemplo – desculpe). Já esse aqui, não tem defesa mesmo. Batman Eternamente fez sucesso nas bilheterias, daí, na realização desse aqui, todo mundo da produção resolveu dar pitaco demais no filme e Schumacher não conseguiu filtrar o que colocar, e assim acabou colocando tudo. Personagens demais, pra trama ‘demenos’, muitas piadas fora de hora e sem graça, cenários e figurinos dignos de escola de samba. Enfim, o filme quase enterrou de vez a fama de Batman nos cinemas. Graças que personagem é maior que isso e conseguiu dar a volta alguns anos depois.

Nos Games:

Grand Theft Auto

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E Grad Theft Auto completa 20 anos. Uma das séries mais importantes da atual indústria de games. GTAV lançado em 2013 ainda vende muito nos atuais consoles de 8ª geração e PCs. Começou como jogo de nicho, meio proibido no meio por tratar de roubo de carros, com visão aérea, e gráficos mais simples, mas upou tudo no seu 3º game, o primeiro em 3D. Abusou de um mapa aberto com possibilidades mil nas missões. Desde então, continua mantendo o bom nome com jogos, que evoluem muito de um pra outro.

Goldeneye 007

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Antes de Goldeneye 007, os consoles basicamente ganhavam ports de FPS dos computadores. Aqui a Rare criou um game FPS próprio pra consoles, baseado no filme de 1995 do agente britânico estrelado pelo ator Pierce Brosnan. Com grandes gráficos, missões cabulosas, e o principal: multiplayer local de até 4 pessoas. Foi um sucesso e um dos principais da geração. Desde então o estilo de jogo cresceu muito e já é também um dos mais consumidos nos consoles, não se limitando somente ao público de PCs.

Há 30 anos, em 1987…

Nos Cinemas (Sucesso):

A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos 

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Difícil escolher o filme de 1987 que me marcou mais. Os Intocáveis, Máquina Mortífera, Robocop, Nascido para Matar, Predador, Coração Satânico, Antes só do que Mal Acompanhado, Os Garotos Perdidos, Te Pego Lá Fora. Foi um ano muito bom mesmo. Escolhi esse terceiro filme da série A Hora do Pesadelo, porque terror/slashers era o que consumia muito na época, em que estava descobrindo cinema em si, e época dos VHS onde podemos passar e ver tudo, completamente tudo, em casa. Enfim. Essa é a melhor sequel de A Hora do Pesadelo. Depois do segundo filme fugir das regras da série (com Freddy tentando atacar no mundo real), aqui resolveram sabiamente voltar com seus elementos clássicos de mortes nos pesadelos, e assim trouxeram até 2 personagens/atores do filme original (Nancy e seu pai). Além é claro, da presença marcante de Robert Englund como Freddy Krugger, um dos maiores vilões dos pesadelos adolescentes da década de 80.

Nos Cinemas (Fracasso):

Superman IV – Em Busca da Paz

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Criei essa categoria de ‘fracassos’ do cinema nesse texto, porque por coincidência tivemos 3 filmes de HQ que quase enterraram seus personagens/franquias nos anos citados. No caso, do Homem Aranha 3 e Batman & Robin, podemos dizer ‘quase’ já que ambos conseguiram voltar depois com filmes mais respeitados. Já com Superman são 30 anos sem um filme que o traga ‘de volta’ por causa desse verdadeiro desastre que foi esse quarto filme estrelado por Christopher Reeves.  Terríveis efeitos especiais, o pior vilão de filmes HQ (um tal Homem Nuclear) e mensagem pacifista meio simplória (ou tratada de forma simplória). De positivo, só a reunião do elenco carismático (Reeves, Margot Kidder e Gene Hackman), mas melhor ver eles juntos em filmes melhores (como Superman I e II).

Nos Games:

Megaman

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E eis que o robô-azul surgi. A série tinha a constante de você poder escolher qual chefe enfrentar primeiro, e ao ganhar a batalha pode ganhar sua arma, podendo usá-la nas fases/chefes seguintes. O primeiro jogo foi muito bom, mas Megaman II é o game preferido de muitos que jogaram Nintendo 8 bits, uma sequel realmente upou tudo o que o roiginal trouxe. Mas, no meu caso, Megaman III foi um dos meus primeiros games que joguei no Nes e, com certeza, o que mais joguei no console, sendo o mais marcante. Com ele veio minha paixão por jogos de vg. A série evoluiu em outras vertentes como a série Megaman X, Megaman Zero, Megaman Legends, Megaman Battle Networks, e outras mas o originais de 8 bits ainda se mantem com uma das mais memoráveis do mundo do videogames.

Double Dragon

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Vale lembrar que 1987 foi o ano que surgiu Street Fighter também, mas como esse só virou febre com Street Fighter II – The Wordl Warrior, lançado em 1989, resolvi falar desse jogo que também virou uma grande febre, ganhando ports mil pra vários consoles. Todo mundo que tinha algum videogame naquela época, possivelmente jogou algum game dessa série. Basicamente, criou/consolidou o gênero beat’em up, que atualmente anda esquecido e abandonado, mas dominou total no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, com vários títulos famosos (até Simpsons, Alien vs Predador, X-Men, Vingadores ganharam jogos beat’em up). Muita porrada numa jornada de dois irmãos gêmeos para salvar sua amada Marian.

Há 40 anos, em 1977…

Nos Cinemas:

Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança a.k.a. ‘Guerra nas Estrelas

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O que dizer de “Star Wars Episódio IV” (na época chamado aqui de Guerra nas Estrelas)? O filme simplesmente criou o cinema de entretenimento como o conhecemos hoje. Sim, temos o antes e o depois do cinema por causa de Star Wars. O filme salvou de vez o estúdio 20th Century Fox da falência; criou a Lucas Arts que dominou a indústria de efeitos especiais nos anos seguintes; consolidou de vez o ‘blockbuster’ do verão americano; gerou uma imensidade de clones que até hoje surgem; não deixa de criar novos fãs aficionados que se renova a cada filme da série lançado. Enfim, com certeza, um dos filmes mais importantes da indústria do cinema americano (quisá mundial).

Nos Games:

Atari 2600

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Pois é, o velho Atari 2600 está completando 40 anos. Com certeza, uma verdadeira febre na época nos EUA. No Brasil, a febre veio um pouco mais tarde, já que ele chegou aqui só em 1983. E curiosamente em 1983, a febre dele tinha acabado no resto do mundo, porque a Atari lotou o mercado com jogos podres durante uns anos (ET, alguém?), e assim a indústria dos vgs como um todo passou por um crash, que só foi salvo em 1985 com o surgimento do Nintendo 8 bits. Eu vivenciei essa febre pelo vg. Todo mundo aqui tinha um e todo mundo jogava na casa de todo mundo seus jogos. Foi uma época incrível. Hoje, já não vejo com tanto carinho sua biblioteca de jogos, porque games tem gráficos abaixo dos aceitáveis (pra mim) e suas metas eram basicamente juntar pontuação alta, sem um final ou uma conclusão pra história. Mas foi sim, uma época importante e que marcou muito quem a vivenciou, com jogos históricos.

Aqui o texto do ano passado:

2016

 

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[Top 8] Playstation 4

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Videogame da Sony da 8ª geração. Depois do bom trabalho realizado no fim da geração passada, onde a Sony conseguiu recuperar parte de seu público, PS4 já chegou bem aceito no mercado. O console continua ganhando grandes jogos das thirdies e jogos exclusivos da Sony. Infelizmente, com essa guerra tecnológica rolando solta, Sony se viu obrigada a lançar o que muitos dizem ser “dlc de console”, um update, que em tese vai fazer gráficos pra TVs 4k. O grande público ainda não aderiu a isso, mas de qualquer forma, PS4 ainda é o console da gen.

8º – Saints Row IV Re-Elected & Gat out of Hell (Deep Silver)

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Um dos open world mais insanos que existe. Você controla o presidente dos EUA, e isso já diz tudo. Como não se passa num mundo real e sim virtual, agora o personagem ganha poderes de super-herói, praticamente um ‘The Flash’ num mundo aberto.

7º – InFamous Second Son (Sucker Punch)

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Terceiro jogo da série, agora na nova geração. Talvez tenho o melhor jogo no início de vida do PS4. Não curti muito a mudança de protagonistas (antes era Cole MacGrath agora é Delsin Rowe). Tem adições boas com fazer pichações e poder mudar os poderes no decorrer do game. Apesar de preferi os do PS3, esse aqui foi uma ótima sequel pra nova gen.

6º – Until Dawn (Supermassive Games)

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Game baseado nos clássicos filmes de terror dos anos 80 (Halloween, Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo e afins).  Difícil talvez seja defini-lo. Pegando no wikipedia temos: ‘interative drama survival horror adventure videogame’. Definição longa, mas basicamente tem um esquema interativo de ‘Heavy Rain’, onde suas escolhas vão mudando o rumo da história. De qualquer forma, não importa definições, o game é ótimo.

5º – Uncharted 4 A Thief’s End (Naughty Dog)

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O aventureiro número 1º dos games volta na nova geração. Naughty Dog faz o trabalho competente de sempre no game que traz ainda muita ação  numa história de origem do personagem principal.

4º – Grand Thef Auto V (Rockstar)

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Desceu no top porque joguei muito no PS3, e aqui no PS4 acabei jogando menos, só fechando a versão, sem fazer muita coisa extra. Mas continua meu open world número 1. Simplesmente arrasador em qualquer versão.

3º – Mortal Kombat X/XL (NetherRealm/Warner)

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Continuou com eficiência a boa experiência do game anterior (lançado em 2011 pra PS3/360/PC). História acontece muitos anos depois dos eventos do anterior, com os personagens clássicos agora mais velhos e tendo que lidar com uma turma mais nova. Ficou um contraste bem interessante. E adicionou mais personagens de cinema (dessa vez: Jason, Predador, Alien e Letherface).

2º – The Witcher 3 Wild Hunt (CD Projekt Red)

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Ainda não está em primeiro no top, porque ainda o estou jogando e descobrindo tudo do game, mas tem tudo pra se tornar número 1 da gen (na minha opinião) logo, logo. Gráficos soberbos.

1º – Assassin’s Creed Syndicate (Ubisoft)

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Curiosamente, mesmo sendo o 8º jogo da série (falando dos título principais), esse foi o primeiro que joguei e adorei, principalmente, pela ambientação na Londres dos anos 1800. Série ficou desgastada pelo lançamento anual de títulos, mas esse aqui continua admirável.

*Provavelmente, iriei adicionar ou mudar esse top no decorrer de vida do console, mas no momento, já tenho esses 8 jogos notáveis pra comentar.

[PS4] Assassin’s Creed Syndicate (2015)

Fabricante: Ubisoft

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Meu histórico com a série Assassin’s Creed:

Na época louca de sair comprando tudo pra coleção, acabei comprando jogos da série Assassin’s Creed. AC, AC 2, AC Brotherhood, AC Revelations no PS3; AC3 e AC 4 no WiiU. Com a bagunça no lançamento do AC Unity em 2014 acabou sendo o único que não comprei, deixei pra lá. Falei que só compraria outro jogo da série se jogasse e fechasse qualquer um dos outros que tinha.

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Sim, porque comprava os games, mas jogar pra valer, não. Só dava uma olhada inicial mesmo. Colecionador é assim mesmo, muitas vezes compra os games, e dava uma olhada, mas só continuava se o jogo me animava, senão ficava encostado, para jogar outra hora. Mas ficar animado nunca tinha rolado com os games dessa série. Até gostava, achava legal, e só. Fiquei devendo uma jogada real na série…

Sobre Assassin’s Creed Syndicate: 

Agora que estou comprando com mais parcimônia (falta de dinheiro faz isso), esse AC Syndicate acabou entrando na lista dos ‘dispensáveis’. Não planejada comprá-lo tão cedo (até porque, como disse, só compraria outro da série quando fechar algum que tinha), mas tinha algo com o game que me seduziu: Londres dos anos 1800. Tinha jogado o The Order 1886 e o que mais me chamou no game foi o retrato desse período, e como o The Order  1886 durava pouco, rápido de fechar, fiquei só com o gostinho na boca mesmo dessa Londres dos anos 1800…

Mas vem Assassin’s Creed Syndicate que se passa na mesma época e local, então fiquei prestando atenção nele mesmo que sem querer, mas deixei pra comprar outros games que tinha certeza de que jogaria. No fim, acabei comprando porque achei um preço convidativo numa promoção. Dei a olhada costumeira nele depois da compra e no primeiro momento, acabei sendo afastado pela jogabilidade. Vi que o grande problema meu com a série seria essa jogabilidade “meio automática” que os games da série tem. Enfim, deixei ele quieto ali. Achei que seria mais um encostado.

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Mas num fim de semana qualquer resolvi tentar novamente esse AC Syndicate. Tinha falado pra mim mesmo que jogaria o game de qualquer jeito se o comprasse, então insisti. Nessa segunda olhada as coisas começaram a fluir bem melhor e do nada, me acostumei melhor com a jogabilidade, e fui gostando da história e, principalmente, dos personagens. O game tem um início ali de tutorial meio chato, mas necessário (no meu caso), só que quando se entra no open world, tudo ficou bem grande mesmo, e era justamente isso que tinha sentido falta no The Order 1886: um game gigante. Mapa imenso e muitas missões (principais e sub-missões). Estava realizado, o game tava perfeito. Me joguei nele.

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Uma novidade: Pode se escolher entre um homem ou uma mulher na suas missões. Personagens principais são Evie e Jacob Frye, dois irmãos gêmeos, mas com habilidades específicas, além de algumas missões diferentes. Ambos tem suas próprias estratégias pra vencer o chefão final. Jacob quer conquistar território através de gangues, e Evie está atrás de um artefato que pode fazer a diferença na batalha final. Vá com quem você achar melhor evoluindo no jogo do jeito que quiser. Minha preferência é o Jacob, mas Evie tem muita missões legais (na verdade, o game tem milhares de missões legais e interessantes, então vá se divertir tanto com um personagem como com o outro).

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Além de cenários de uma Londres muito bem retratada, e linda o game tem uma direção de arte ótima. Visual dos personagens muito bem inspirado no filme Gangues de Nova York (2002) de Martin Scorsese:

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Paletós grande coloridos, caças chamativas, bengalas, inclusive a cartola que o personagem de Daniel Day Lewis usa é o que Jacob usa em muitas das suas opções de roupa.

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Na jogabilidade, o game tem elementos que curto como escalar prédios (like Uncharted) e também sair caminhando pelos telhados da cidade (like InFamous), mas são elementos esses que já faziam parte da série, a novidade aqui é a tirolesa. Agora se usa essa corda para alcançar um prédio mais distante ou subir qualquer um com mais rapidez. Uma agilidade extra na hora de se locomover no mapa. Outro elemento clássico da série também presente é o stealth.  Tenho muitas dificuldades com stealth, mas o game te dá outras opções pra continuar, podendo atirar nos inimigos ou lutar com eles fisicamente. E a curva de aprendizado para stealth aqui é muto boa, tanto que me sinto bem melhor nesse quesito depois de algum tempo jogando o game.

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Talvez a única bola fora do game é dublagem em português BR. Sem sincronismo em muitos diálogos, sem falar que nem tudo foi dublado em português,  assim você caminhará pelas ruas de Londres e ouvirá muitos transeuntes ainda falando em inglês. Mas curti a muito a voz do personagem que estou usando (Jacob), daí optei pela dublagem BR mesmo.

Enfim, Assassin’s Creed Syndicate já passou do “game que curto” pra “game que idolatro”. Com certeza, um dos melhores games que joguei nas últimas gerações de consoles, além de ser um dos melhores ‘open world’ do mercado (pra mim, só perde pro GTAV), e até me fez querer jogar os demais games da série com mais afinco, mas não antes de aproveitar esse game Syndicate em toda sua plenitude.

P.S.: O primeiro bug, a gente nunca esquece!

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Fui pular uma janela, mas o personagem não caiu no chão nem segurou na parede, ficou no alto suspenso. E não saia de lá ficou preso, tive que reiniciar. Mas tudo bem. Acho que passar por um bug desse não deixa de ser uma ‘iniciação’ pra quem joga algum game da série Assassin’s Creed.

Nota – 5/4

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[WiiU] Mario Kart 8 – Minhas Referências Gamísticas

Voltando ao Mario Kart 8, para um post final do game. Já tinha feito um post similar a esse, mas com referências cinematográficas ( Link ), dessa vez faço um para as referências gamísticas.

Quando se consome muitos games, como eu faço, é fácil notar semelhanças ou referências de um game no outro. Claro que muitas não são propositais do game. São só masturbações mentais minhas mesmo por uma semelhança aqui ou acolá com algum outro game. Então, brinquei de montar Miis e deixar as referências que vejo no MK8 mais explícitas, just for fun. Vamos lá:

10º – Pitfall (1982)

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Pista: DK Jungle

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Claro que uma pista numa floresta te lembra mil outros games (vários tem fases em florestas), mas qual seria o primeiro ali que veio com esse tema? Na minha cabeça, seria Pitfall da Activision. O explorador Harry Pitfall desafiou muitos no começo da década de 80 com suas aventuras em florestas selvagens (imagina o que seria um game crossover entre Pitfall e Donkey Kong? Nintendo e Activision podem trabalhar isso aí).

9º – Tomb Raider (1996)

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Pista: Thwomp Ruins

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Reconheço que não conheço muito as aventuras de Lara Croft, mas ela já é uma personagem tão icônica do mundo dos games que não é difícil fazer essa ligação dessa pista que rola numas ruínas, com os games de aventura dessa personagem.

8º – Uncharted 3 – Drake’s Deception (2011)

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Pista: Dry Dry Desert

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Mais uma vez: uma pista que te lembra vários outros games, já que fases no deserto tem em vários. Mas aqui vou completar a “trilogia” de exploradores/aventureiros de ambientes selvagens nos games. Depois de Harry Pitfall e Lara Croft, agora finalizo com Nathan Drake. Afinal, a parte no deserto no terceiro Uncharted é uma das mais memoráveis da série.

7º – 1080º Snowboarding (1997)

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Pista: Mount Wario

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Uma das melhores pistas do game. Uma descida muito louca numa montanha cheia de neve que te lembra a games de snowboarding. O mais memorável (pra mim): 1080º Snowboarding do N64. Dion Blaster é um dos atletas do game, então coloquei ele pra dar uma volta nessa pista.

6º – Prince of Persia The Sands of Time (2003)

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Pista: Bone-Dry Dunes

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Difícil não fazer essa ligação dessa pista Bone-Dry Dunes com os games Prince of Persia. Seria uma homenagem da Nintendo para com a série famosa da Ubisoft?

5º – Mortal Kombat 3 (1995)

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Pista: Super Bell Subway

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Mk encontra MK. Mario Kart e Mortal Kombat. Aqui tempos uma pista num metrô, similar a um dos cenários do terceiro game dessa famosa série de luta. Coloquei Sub-Zero pra dar um rolê nessa pista (mas sem fatalities, estamos num game Nintendo).

4º – Resident Evil (1996)

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Pista: Twisted Mansion

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Mais um icônico game relembrado aqui. Primeiro Resident Evil rola numa mansão cheia de zumbis. Tiramos os zumbis e colocamos fantasmas aqui, tiramos as armas e damos uma moto para Chris Redfield correr nessa pista maluca do game.

3º – Kid Dracula (Akumajô Special: Boku Dracula-kun) (1991)

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Pista: Sherbet Land

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Fase de neve muitos games tem, mas uma icônica, pra mim, é a do game Kid Dracula. A fase 4, bem difícil e escorregadia, como essa pista aqui. Kid Dracula é considerado uma “versão mirim” de Castlevania feito pela mesma Konami.

2º – Super Adventure Island (1992)

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Pista: Cheep Cheep Beach

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Adventure Island mais uma vez. Apesar de ilhas terem praia, somente no Super Adventure Isaland do Super Nes temos uma fase na praia em algum game da série, lembrando uma essa pista praieira aqui, Cheep Cheep Beach.

1º – Castlevania (1987)

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Pista: Bowser’s Castle

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Top 1 vai pra uma das melhores pistas do game: O Castelo de Bowser. Trouxe o caçador de vampiros Simon Belmont, da série Castlevania, que entende muito bem de castelos, pra dar um rolê nessa pista rock’n roll.

[Wii] Sonic Colors

Fabricante: Sega 

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Sonic surgiu em 1991, há exatos 25 anos, ainda no Mega Drive. O personagem e seus jogos foram definitivos para a disputa dos videogames de época de ouro dos 16 bits (Mega Drive/Super Nes) que tomou conta do início dos anos 90. Mas depois de um bom início nos jogos 3D em 1998 com os dois games da Sonic Adventures no Dreamcast, o personagem se perdeu. Sega, já só como empresa thirdie, ainda conseguia vender seus jogos, mas a qualidade veio decaindo. Com esse Sonic Colors, lançado pra Nintendo Wii em 2010, a coisa já mudou de figura. Estúdio conseguiu fazer um game bem redondo como se a muito tempo não se via. Fases grandes, muita velocidade, poderes extras e nível de exploração extra maximum. Você se acostuma com uma fase, mas volta lá com poderes extras e “Wow! essa parte da fase tava escondida! Meu Deus!”. É assim que um bom game de plataforma (3d ou 2d) tem que ser. Sonic Colors foi uma ótima adição a série do ouriço azul.

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A jogabilidade está 10 porque a Sega enxergou aqui como deve ser um Sonic 3D. Você basicamente corre pra frente, não tem essa de ficar andando pros lados ou pra trás, ou explorando muito os cenários (como rola com um game do Mario ou outro de plataforma 3D). Sonic percorre basicamente pistas de corrida, mas isso não tira a sensação de exploração porque com poderes extras você pode percorrer vários outros  caminhos para chegar no final da fase. O Sonic corre, a habilidade principal dele é essa, então esse formato de pistas de corrida é o ideal mesmo para o personagem. E o game tem em partes 2D também e ambas partes (3D e 2D) interagem muito bem entre si nas fases.

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Os poderes extras do ouriço vem dos alienígenas que ele acha no decorrer do percurso. Cada um dá poder diferente pra ele. São poderes bem legais, que aumentam bem o nível de exploração do jogo, já que você pode explorar partes subterrâneas, aéreas, e outras inacessíveis antes. Claro que quem quer zerar logo, vai poder e rápido, mas quem quer explorar tudo das fases vai ficar um tempo a mais ali, porque os poderes extras vai fazer você querer revisitar cada fases. E acredite, ambas opções de jogatina te dão a diversão que você quer.

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Gráficamente, o game é um desbunde, ainda mais se considerarmos que estamos no Wii, videogame onde as empresas thirdies não esforçavam muito na parte gráfica, mas a Sega caprichou bem. Os cenários são gigantes mesmo, e passam a sensação de fases enormes. As músicas estão show também. Mesmo que se repitam, porque dentro de um mesmo mundo, as fases variam pouco de música, mas mesmo assim está ótimo e marcante. E nos controles você escolhe como joga. O game é compatível com todos controles existentes do Wii, mais o controle do Gamecube. Talvez única reclamação seja que nas partes 2D, o Sonic fica pequeno demais na tela, temos pouca variação de inimigos e os chefões são relativamente fáceis. Mas isso tudo não atrapalha, até porque o game tem qualidades mil que os defeitos acabam sumindo.

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Sobre a história: Dr. Robotnik (ou Eggman) montou um parque de diversões no espaço, e lá capturou alienígenas pra sugar suas energias. O Sonic aparece por lá, sem querer, acaba descobrindo os planos do Robotnik e etc… Mas quem liga pra história num game de plataforma?

Enfim, jogo está aprovado. E sem entender porque a Sega depois de descobrir o ouro aqui, fica remontando os jogos 3D do Sonic a cada jogo, daí a gente se depara com esses “Sonic Boom” da vida em vez de um Sonic Colors 2…

Nota – 4/4

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[2016] Há 10, 20 e 30 Anos

O tempo passa e já estamos em 2016. Pensar que considerei, por muito tempo, futuro o ano de 2015 por causa da viagem no tempo do filme “De Volta Para o Futuro Parte 2”. Então, em 2016 estaríamos “além do futuro”, como isso vou voltar um pouco no passado para dar uma olhada nos anos de 2006, 1996 e 1986.

Há 10 Anos, em 2006:

Nos cinemas: 007 Cassino Royale

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Pois é, já fazem 10 anos que a série 007 ganhou um reboot, estrelando Daniel Graig como James Bond. Mesmo vindo de uma época com filmes que renderam bem nas bilheterias com os 4 filmes estrelado por Pierce Brosnan, a série se desgastou e assim os produtores resolveram reiniciar a franquia com um novo ator. O resultado não poderia ser melhor, num filme que herdava o estilo Jason Bourne, mas ao mesmo tempo não deixava ser ser um filme de James Bond. Com certeza um dos melhores da série.

Nos Games: Playstation 3 e Nintendo Wii
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Em 2005, a 7ª geração de videogames nasceu com o lançamento do XBox 360 da Microsoft. No ano seguinte, há 10 anos atrás, foram a vez da Sony e Nintendo substituir seu maquinário. Sony prometeu o céu, com uma máquina potente onde você “teria que ter 2 empregos pra comprar”, já Nintendo veio com um videogame que tecnicamente era uma versão aprimorada dos consoles da 6ª geração, mas trazia um novo estilo de controle, os motion controls. Enquanto, o vg da Nintendo virou uma febre, a Sony sofreu no início da gen, pelo PS3 ser caro e os jogos multi não terem bom desempenho comparado com o rival 360. Mas no decorrer da geração a Sony virou a mesa, se recuperando muito bem, já que investiu pesado no campo em que seu vg era deficiente; já a Nintendo, mesmo vendendo muito entre um público casual, acabou por perder a reputação dentre um público mais hardcore, que não curtiu esses jogos simples e gráficos coloridos. Até hoje paga um preço caro por isso.

Há 20 Anos, em 1996:

Nos cinemas: Pânico

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Aqui era a última década do século 20. Na década anterior, os anos 1980 foram ricos no gênero terror, mas quando entrou os anos 90, esse gênero deu uma freada brusca. Provavelmente, pela saturação. Só em 1996, com Pânico é que o gênero ressurgiu das cinzas. Um filme que ao mesmo tempo homenageava e parodia os slashers-movies famosos da década de 80 (suas bases eram Halloween, Sexta-feira 13 e A Hora do Pesadelo), acabou por ser um dos maiores acertos na carreira do diretor Wes Craven, rendendo 3 continuações e uma série de TV.

Nos games: Nintendo 64 e Resident Evil

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Nintendo 64 foi um videogame polêmico já que mesmo com um mercado investindo em games em CD, a Nintendo insistiu nos cartuchos. Acabou sofrendo na geração por softhouses de nome como Capcom, Konami e Square terem investido pouco, nada ou quase nada no console, mas conseguiu se sobressair um pouco com a Nintendo junto da Rare terem abastecido o N64 com título obrigatórios. Falando em games obrigatórios, em 1996 foi quando a Capcom lançou o que seria o seu título mais famoso até hoje, Resident Evil. Game que inventou (ou reinventou, se preferir) o gênero dos survival horror, com policiais enfrentando uma horda de zumbis numa mansão abandonada. O game foi um dos títulos que garantiram o sucesso do primeiro Playstation na 5ª geração.

Há 30 Anos, em 1986:

Nos cinemas: Curtindo a Vida Adoidado

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Sim, fazem 30 anos que Ferris Buller resolveu “curtir a vida adoidado”. Filme que marcou uma geração de jovens, que viram e reviram o filme nas “Sessão da Tarde” da vida. Se bobear, ainda nos dias de hoje, você consegue dar de cara com mais uma reprise desse clássico oitentista.

Nos games: The Legend of Zelda e Master System

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Fazem 30 anos de Zelda, com o lançamento do primeiro jogo da série no Nintendo 8 bits da Nintendo. Com certeza, um marco no rol de personagens/séries famosas da Nintendo. O game inicial apesar de bem rústica já trazia os elementos que a marcaria, e estariam presentes em vários jogos da série (e de outras jogos/séries do gênero). Já o Master System foi o videogame que a Sega lançou para competir com o sucesso do Nintendo 8 bits. Apesar de no mercado americano ele não ter tido muita receptividade, em outros mercados como o europeu e o brasileiro (principalmente), o videogame teve grande apelo e acabou conquistando uma legião de fãs.

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[Xbox 360] Alan Wake’s American Nightmare

Fabricante: Remedy

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Alan Wake é aquele jogo que você gosta, joga, chega ao fim, mas não consegue achar top. É bem caprichado, e tem um clima bom de jogo de horror/suspense só que no fim falta algo ao jogo para se firmar. A história é meio rocambolesca demais e não chega a lugar nenhum (tiveram que lançar DLCs para completa-la), o sistema de batalha cansa um pouco (ficar jogando luz nos inimigos, pra só depois atirar, cansa), e os episódios/levels são muito longos (o jogo poderia ser mais picotado, com mais episódios mais curtos). Já Alan Wake’s American Nightmare é um jogo a parte do game principal, e com certeza, é bem mais charmosos que ele.

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O game original faz uma boa paródia do seriado dos Anos 60 “Além da Imaginação”, um seriado famoso por contar histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror e que acabou sendo um percursor de muita coisa que veio depois.  Em Alan Wake tem um o seriado próprio do mesmo estilo chamado “Night Springs”. Ao caminhar no jogo, vira e mexe se depara com uma TV exibindo algum episódio bizarro desse seriado. Alan Wake’s American Nightmare nada mais é que um episódio desse “Night Springs” só que estrelado pelo Alan Wake. Com isso, o jogo passa a sensação de você estar jogando um episódio de “Além da Imaginação”, com uma história bem surreal. O game tem até direito a um narrador, que firma ainda mais uma ligação com seriado sessentista, que usava muito desse artifício.

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O jogo está mais bonito graficamente que o game original. Não tecnicamente, mas colocaram uns gráficos mais estilizados que ficaram bem agradáveis. O original tinham partes bem feitas mesmo, mas outras, nem tanto. Aqui já está tudo mais igual, sem esses saltos/queda de qualidade. E curti de colocarem umas cutscenes com atores reais, já que as tramas de “Night Springs” não se levavam tão a sério, assim essa mistura com atores reais ficou apropriado, dando um ar mais trash.

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A Remedy poderia ter feito mais desse American Nightmare. Como era uma DLC baseada no seriado Night Springs, poderia ter investido em outras histórias com outros personagens, não necessariamente com só o Alan Wake. Poder reviver um seriado tão bom como “Além da Imaginação” num game assim é algo notável, pena que ficou só nesse bom episódio.

Nota – 3/4

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[SNes] Megaman 7

Fabricante: Capcom

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Depois de 6 jogos da série clássica no 8 bits, Capcom lança Megaman 7 no console de 16 bits da Nintendo em 1995. Mas com dois Megaman X lançados no mesmo console, que causaram uma grande revolução na série, o que um novo episódio da série clássica teria a oferecer?

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Esse título, na verdade, acaba marcando certo retrocesso na postura da Capcom. Quando decidiu passar robô azul pros 16 bits, depois de uma carreira bem sucedida nos 8 bits,  a empresa não quis fazer só mais um episódio, ou só mais uma sequel, como aconteceu com séries como Castlevania, Mario e Contra. Nada de Megaman 4, 5 ou 6 no SNes ( a série clássica continuaria no 8 bits nesses episódios). Para uma aventura nos 16 bits, a Capcom colocou algo totalmente novo impresso em cima do estilo da série, e aí surge Megaman X, título que causou um furor quando foi lançado em 1993/1994. O sucesso do game acabou gerando uma nova série do robô azul, tão cultuada ou mais que a série original. Mas depois de Megaman X2 lançado em 1995, a Capcom dá esse “passo pra trás” lançando uma sequel dos games de 8 bits, só que nos 16 bits da Nintendo: Megaman 7.

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Em relação à história, o de sempre: Dr. Wily escapa da prisão e ameaça o mundo novamente, Megaman tem que detê-lo, e novamente temos 8 robôs novos ameaçadores que ficarão no seu caminho. Nomes: Burstman, Cloudman, Junkman, Freezeman, Slashman, Springman, Shademan e Turboman. Todos, depois de derrotados, lhe fornece uma arma que pode ser usada em outros chefes. Tudo igual até aqui, mas uma diferença vinda agora da série X: Um fase introdutória é inserida e outra diferença: Você não tem os 8 chefes de cara pra enfrentar. A tela de seleção de chefes só tem 4 deles (Burst, Cloud, Junk e Freeze), os outros 4 (Turbo, Shade, Spring e Slash) vem depois de derrotar os 4 iniciais e de passar por uma fase intermediária (que traz um ar nostálgico ao mostrar um museu com os chefes dos games anteriores). E o game introduz na série Bass e seu cão Treble, que tentam dar um ar de mistério ao game já que não sabemos da índole do personagem e nem sua história.

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Uma coisa a ser notada e que acaba sendo a maior novidade desse título é o tamanho dos personagens. Megaman está bem grande na tela (e com uma boa cara invocada) ao contrário da série no 8 bits onde marcou o tamanho pequeno dos personagens. Isso acaba por mudar um pouco a jogabilidade desse título, mas não tanto a ponto de causar estranheza a quem já jogou os games anteriores. Outra coisa acrescentada é o efeito das armas em cada chefe. Ao atirar no chefe com a arma certa, ele sofre, além do dano maior, efeitos gráficos diferenciados que não havia nos 8 bits. Assim, temos o Slashman que cai congelado no chão depois de atingido pela Freeze Cracker, ou o Junkman eletrocutado com a Thunder Bolt e Cloudman que fica preso de uma bolha com a Danger Wrap, só pra citar esses exemplos. Sem falar que certas armas abrem caminhos alternativos nas fases. Caminhos esses que podem dar acesso a novos itens. Além disso, temos o robô assistente Auto que traz consigo uma novidade: a possibilidade de comprar itens numa lojinha. Assim pode só se juntar dinheiro nas fases e depois comprar na loja, mas pra quem não gosta dessa mamata, o jogo traz uma nova habilidade para o cão Rush: farejador. Com ele, pode-se procurar itens enterrados pelas fases. Assim fica a sua escolha juntar dinheiro e comprar os itens extras na loja do Auto ou usar o cão Rush pra achar esses itens nas fases.

MEGA 7 05Mesmo incluindo algumas coisas interessantes, o maior problema foi a aceitação desse título perante os outros games da série. O game não conseguiu seduzir quem já tinha aderido ao Megaman X, já que aqui o game carregava um ar mais infantil e era mais fácil que outros games da série (incluindo os da série clássica). E para os mais saudosistas com a série clássica foi difícil assimilar outro estilo gráfico que não o dos 8 bits. Ter Megaman grande e chefes parrudos, não era algo assim tão sedutor assim. Nisso, o game acabou ficando isolado dentro da série, já que os games que vieram depois Megaman 8 (de PS1) e Rockman & Forte (Super Famicom) voltaram a adotar personagem pequeno na tela, não usando esse estilo gráfico do Megaman 7.

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No geral, o game está longe de ser ruim, ele mantém a qualidade da série no alto, tem a melhor trilha da série clássica, depois do Megaman 2, 3 e 4 (imo), e mesmo mudando um pouco o estilo em relação aos games de 8 bits, os gráficos são bem eficientes assim como a jogabilidade. Só que saiu numa época que não era tão relevante ter novo episódio da série clássica, e apesar de trazer algumas novidades, não conseguiu dar um up na série clássica, ainda mais depois da série X já ter dominado a saga Megaman. Mas pra quem é fã do robô azul é mais um título altamente recomendado.

Nota – 2/4

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[WiiU] Mario Kart 8 – Minhas Referências Cinematográficas

Mais um post sobre Mario Kart 8 (e deve vir outro por aí logo), mas se você é como eu, e vê referências cinematográficas em tudo, talvez vá gostar desse post: Minha referências cinematográficas em Mario Kart 8.

Pois é, até em MK8 eu vejo referências quando jogo. Claro que nenhumas ou quase nenhuma delas é proposital do game, só são masturbações mentais minhas mesmo por uma semelhança aqui ou acolá com algum filme. Então, brinquei de montar Miis e deixar minhas referências mais explícitas, just for fun. Vamos lá:

10º – Detona Ralph (2012)

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Pista Sweet Sweet Canyon

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Essa aqui é óbvia. O próprio filme Detona Ralph faz referências mil ao mundo dos games, e como tem corrida de kart por lá, não deixa de ser algo relacionado a Mario Kart. Aqui a Nintendo “retribuiu” e fez uma pista que lembra a pista de doces do filme. Então, monte seu Mii de Ralph (Ou Vanellope) e se divirta.

9º – Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros (2015)

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Pista Yoshi Valley

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Yoshi é um dinossauro, então, a pista Yoshi Valley é um “vale dos dinossauros”. Ótimo cenário para um filme Jurassic Park. O próximo filme da série é Jurassic World, então coloquei um Chris Pratt numa moto pra correr nesse vale (Não sei o nome do personagem do Pratt, então vai o nome do ator mesmo na corrida). Talvez quem é das antigas vá preferir ir com o Alan Grant, mas achei o Mii do Chris mais fácil de fazer.

8ª – Duro de Matar 2 (1990)

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Pista Sunshine Airport

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Temos uma pista em um Aeroporto em Mario Kart, e como o segundo filme da série Duro de Matar rola em um, vai aí minha referência. Fiz um Mii de John McClane pra detonando geral nessa pista. E quando rolar uma pista num prédio, aí eu posso fazer do primeiro filme. hehe

7º – Velozes e Furiosos (2001)

TheFastandtheFurious

Pista Toad’s TurnPike

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As corridas dos filmes Velozes e Furiosos (pelo menos os dos filmes iniciais), são grandes rachas na cidades, e a pista Toad’s TurnPike lembra rachas já que tem trânsito pesado na pista. Então, está aí o Mii de Dominic Toretto (Vin Diesel) disputando um racha nas pistas de Mario Kart 8.

6º – Com 007 só se vive Duas Vezes (1967)

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Pista Grumble Vulcano

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Uma referência talvez meio obscura já que o filme é bem antigo. Mas quem é fã sabe que no 5º filme da série James Bond, a base do vilão Blofeld é dentro de um vulcão (coisa que foi parodiada nos filmes do Austin Powers). Então, temos o espião 007 numa corrida no cenário do Grumble Vulcano. E o charme é que o carro 300 Sl Roadster, lembra o Aston Martin DB5 carro que Bond usa muito nos filmes. É o ideal pra corrida.

5º – Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)

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Pista Wario’s Gold Mine

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Uma das cenas mais memoráveis (pra mim) na série Indiana Jones é a fuga sobre trilho de dentro das minas no segundo filme, O Templo da Perdição. Temos minas aqui, com esses trilhos, nesse MK8, então vai aí Indy disputando uma corrida no game.

4º – Toy Story (1995)

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Pista Ribbon Road

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A renovada que a Nintendo deu na Ribbon Road do GBA nesse MK8 acabou dando esse ar Toy Story pra pista. Muito brinquedo em volta num quarto de uma criança. Escolhi o Buzz pra essa pendenga, mas o Woody ou qualquer outro personagem do filme, cai bem também nessa pista.

3º – Os Embalos de Sábado à Noite (1977)

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Pista Electrodrome

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A música eletrônica de hoje em dia não deixa de lembrar a Disco Music dos Anos 70. Muita cor, muita batida, muita dança, muita luz. Então, nada como ver Tony Manero (John Travolta) dando umas voltinha na Electrodrome, numa das pistas mais animada desse MK8.

2º – Operação Dragão (1973)

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Pista Dragon Driftway

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A pista Dragon Driftway traz um tema oriental pra Mario Kart e ainda um Dragão. Mii de Bruce Lee cai bem nessa pista.

1º – Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982)

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Pista New Bowser City

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Meu top vai pra esse: Blade Runner. A pista New Bowser City tem um visual futurista e ainda com chuva, e isso é igual a Blade Runner. O personagem aí é Rick Deckard interpretado pelo Harrison Ford no filme. Só faltou tocar um Vangelis aí pra lembrar mais o filme. rsrs

[Top] Awesome Mix Tape Vol. 2 (OST Games)

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Mais uma vez um top de músicas, voltando agora os videogames, então “volume 2”. Pensei até nomear de “Volume 1 – Lado B”, porque tem muita música que simplesmente não sei porque não incluí no Volume 1, mas não cabiam nessas fitas cassetes tanta música assim. então, “comprei outra” pra gravar mais músicas para levá-las para o espaço. Começemos:

Minha Nova Seleção:

01) Speed Highway 3 (Sonic Adventure)

Uma música que descobri recentemente, já que só agora que joguei Sonic Adventure.

02) Stage 1-1 (Super Turrican)

Simplesmente memorável. Esse jogo tem uma trilha Top demais.

03) Bloody Tears (Castlevania 2 – Simon’s Quest)

Essa música tem diversas versões já que vários Castlevania adotaram essa música em algum estágio, mas escolhi pra ilustrar a versão do Castlevania Judgment do Wii, que ficou sendo o tema da personagem Carmilla.

04) Flight of The Zinger (Donkey Kong Country 2 – Diddy’s Kong Quest)

Foi difícil, muito difícil escolher uma música dessa trilha, porque tem muita mesmo que podem facilmente entrar aqui (nem sei como não inclui algum no Volume 1), mas está aí, escolhi essa Flight of the Zinger.

05) Billy Kane Theme (Fatal Fury – Real Bout Special)

Um rock’n rollzinho pesado pra dar uma sacudida nessa top.

06) Brinstar (Metroid)

Não sei como não pude colocar Metroid no Volume 1, mas pra corrigir isso, já estou pondo essa música clássica aqui vindo do primeiro jogo, mas a versão do remake de Metroid: Metroid Zero Misson do GBA.

07) Mute City (F-Zero)

Tem rock “de menos” no top? Então vamos mais um. Música clássica de game de corrida. Essa versão do F-zero X do Nintendo 64.

08) Guardia Millenial Fair (Chrono Trigger)

Um da trilha do Chrono Trigger. Peguei essa bem simpática que toca na feira do milênio.

09) Paranoid (Rock’n Roll Racing)

Mais rock’n roll nesse top. Paranoid do Black Sabath versão Rock’n Roll Racing (Versão SNes).

10) Jet Stingray (Megaman X4)

Aqui é o “Lado B” da seleção, já que estou colocando uma música de um game já citado no Volume 1. Não queria fazer isso, mas a trilha do Megaman X4 não me deixou não citá-la outra vez. Jet Stingray tem uma música inesquecível.

11) Hyrule Field (The Legend of Zelda – Twilight Princess)

Não pode faltar Zelda. Está aí mais uma música perfeita de sua trilha.

12) Bowser’s Castle (Mario Kart 8)

Mais um Lado B aqui. Outra música de um game já citado no Volume 1, e mais um rockzinho pra esse top.

13) Ice Land 1 (Hudson’s Adventure Island 2)

Vai um “guilty pleasure” aqui pra finalizar. Uma musiquinha de 8 bits que curto muito. Pena que não teve outras versões em consoles maiores, como aconteceu com as músicas do Castlevania e Metroid. Está creditada no vídeo na “Ice Island”, mas toca em outras fases em outras ilhas do game.

gog